quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como ler uma partitura musical

CLIQUE AQUI E VAH DIRETO PARA O MEU CANAL DO YOUTUBE!

Assista aos videos no final da postagem para entender melhor :

INTRODUCAO : Para tocar um instrumento musical ou cantar voce NAO PRECISA DE PARTITURA , mas ela te da muitos recursos pra ser um melhor instrumentista ou cantor .

Esta postagem tem como objectivo fornecer os fundamentos mínimos para a leitura de partituras musicais. Não pretende ser demasiada rigorosa nem profunda, mas sim dar uma dica do que pode aparecer de relevante numa partitura musical.


1. Leitura de notas numa partitura

Uma pauta (stave, em inglês) é constituída por um conjunto de 4 espaços
delimitados por 5 linhas equidistantes cuja função é a identificação das notas (sons). A
cada espaço ou linha corresponderá apenas a uma nota. Além destas linhas principais
existem as linhas suplementares que só são utilizadas se existirem notas cuja localização
seja fora das 5 linhas principais. Essas linhas não são totalmente desenhadas, apenas o
suficiente para se perceber qual a localização exacta da nota.
O conjunto de linhas e espaços, por si só não tem qualquer significado, é necessário
existir uma linha ou espaço que sirva de referência. Assim, surge a  clave (clef), uma
espécie de “chave” indicando a localização de uma nota (note) e, por relatividade, das
restantes.
As claves mais comuns são as seguintes:

fig. 1 – claves mais comuns
























As claves de Sol e de Fá são as mais utilizadas, sendo, a primeira a que mais se
destaca. Por isso, nos exemplos que surgirem mais à frente será utilizada
predominantemente a clave de Sol.
O nome da clave vem da nota que é indicada pela mesma (nota a vermelho na fig.
2). A clave de Sol dá a informação da nota correspondente à 2ª linha (as linhas contam-se de baixo para cima) ser um Sol. Na  clave de Dó é indicado, pela re-entrância  da
curva/chaveta, que a nota Dó escreve-se na 3ª linha. Os dois pontos da  clave de Fá
indicam qual a linha que corresponde a um Fá.





















Qual a utilidade de existirem claves diferentes ? O objectivo é que a maior parte das
notas sejam inscritas em linhas de pauta e não em linhas suplementares, já que seria,
neste caso, mais difíceis de ler. Assim, a clave de Sol usa-se para notas correspondentes a
sons de médios a agudos, a  clave de Dó para os médios e a de Fá para sons graves a
médios.



Na  fig.  3 estão representadas              
exatamente as mesmas notas em cada
clave.
É notória a diferença resultante da
utilização de diferentes claves para
escrever exactamente o mesmo trecho !










                                        A fig. 4 ilustra a relação entre as claves:












As duas pautas correspondentes a cada clave estão separadas fisicamente, embora
exista uma relação entre elas. A ligação é feita pelo Dó central (ver  fig.  6) que
corresponde ao que é escrito na linha suplementar imediatamente abaixo da 1ª linha de
pauta da clave de Sol. Existem duas representações alternativas à já referida: o Dó pode
ser escrito na linha suplementar imediatamente acima da 5ª linha da  clave de Fá ou a
meia distância entre a linha superior da clave de Fá e a inferior da clave de Sol (fig. 6).



Na denominação inglesa as designações clave de Sol, clave de Dó e clave de Fá
correspondem a treble clef, alto clef e bass clef, respectivamente.
O nome das notas segue as letras do alfabeto começando no Lá.














Alternativamente, também se pode encontrar  G clef,  C clef ou  F clef  com a
designação de treble clef, alto clef ou bass clef, respectivamente.
Existem apenas sete notas naturais (mais à frente serão apresentadas outras) - Dó,
Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si – que serão repetidas, tal como se tivessemos uma linha fechada
(… Lá, Si, Dó, Ré, …, Si, Dó, …). À gama de notas compreendidas entre o Dó e o Si dá-
se o nome de oitava. Logo, a linha fechada é constituída por sequências adjacentes de
oitavas.
Como distinguir, por exemplo, dois Dós que se encontram em oitavas diferentes e,
por isso, têm localizações diferentes na pauta  tal como se pode ver na fig. 7 . Se observarmos
tambem vemos que depois da nota la a HASTE {que eh aquela coisinha que faz uma voltinha encima
da bola preta ou embaixo) comeca a ser colocada pra baixo somente pra melhorar a interface da escrita .



Através do número da oitava! Tal como já foi dito, cada grupo de sete notas
consecutivas constitui uma oitava e cada uma terá um número associado. É o número da
oitava que distingue duas notas com o mesmo nome mas localizações diferentes nas
linhas/espaços da pauta.
O número das oitavas muda nos Dós correspondendo o número 3 ao Dó central (o
da linha suplementar imediatamente abaixo da 1ª linha de pauta da  clave de Sol). A
contagem é crescente no sentido ascendente tal como a figura seguinte mostra.



2. Ritmo, tempo e compasso

O ritmo é o termo utilizado para expressar as relações temporais de elementos
musicais. Cada nota tem associada uma certa duração que é representada por uma figura
rítmica.
As principais figuras rítmicas são as que se apresentam na segunda tabela .
As figuras estão representadas por ordem decrescente de duração. Cada figura
rítmica tem o dobro da duração da presente na linha abaixo e metade da de cima.




























     A diferença entre a pausa de semibreve e a pausa de mínima é que a primeira é
escrita por baixo da 4ª e a de mínima por cima da 3ª linha.


Como foi dito as figuras rítmicas indicam a duração relativa dos sons ou silêncios e
não a duração efectiva. O valor real das figuras rítmicas é indicado pelo  tempo. É
frequente o tempo ser especificado por algo semelhante a - q = 72 - significando que
num minuto conseguem-se “tocar” 72 semínimas. Outra forma de indicar o tempo é
através de uma palavra (por exemplo: allegro, andante) que tem inerente uma gama de
valores do número de vezes da unidade de tempo até perfazer 1 minuto.
Uma partitura encontra-se dividida em partes de igual duração: os compassos (time
signature). A utilidade de dividir uma música por compassos é organizar os tempos de
forma a facilitar a interpretação da peça. O compasso dá a informação sobre a
acentuação, isto é, quais os tempos fortes e os fracos. Regra geral, o primeiro tempo de
cada compasso é forte!

Existem três possibilidades de representar o compasso: por algarismos, por uma
letra ou por um algarismo e uma figura rítmica. O código composto por algarismos é
constituído por dois números tal como se se tratasse duma fracção. O “numerador” indica
quantas figuras rítmicas iguais à indicada pelo “denominador” perfazem um compasso.
No “denominador” vem um número que indica a figura rítmica de referência da seguinte
forma:



Logo, o composto 6/8 diz que a duração de cada compasso é equivalente à de 6
colcheias.
O “C” serifado é uma notação alternativa a 4/4 significando, por isso, que a duração
de cada compasso é a de 4 semínimas.
exemplos de compassos simples >   
                                                                         2  4  2  3  4
                                                                         8  8  4  4  4


EXEMPLO SIMPLES DE USO DA PARTITURA :

Parabéns para Você - Partitura

Publicada com o título de "Bom dia pra você" a famosa "Parabéns pra você" foi escrita em 1893 por Mildred e Patty Hill, e só em 1924, foi visto pela primeira vez com o título "Parabéns pra você", porem o autor é desconhecido. Em 1934 foi feito o registro, com um caso judicial que envolveu o musical "As Thousands Cheer", de Irving Berlin e a empresa Clayton F. Summy se tornou o editor da música em 1935. Hoje musica pertence ao grupo AOL Time Warner e a ASCAP representa a música para execução pública.
A música está protegida até 2030, e segundo as mas línguas arrecada uma pequenina quantia de US$ 2 milhões por ano. Quem tocar "Parabéns pra você" tem que pagar...rsrs
Vamos ver a partitura?



3. Alterações e tonalidade
   Ja foram abordadas as notas naturais. Além destas existem outras
resultantes de notas naturais afectadas por uma alteração.
As alterações possíveis encontram-se na tabela 4:

Dá-se o nome de alteração ao sinal que se coloca antes de uma nota e serve para modificar-lhe a entoação.
A entoação das notas, conforme o sinal de alteração, poderá ser elevada ou abaixada um tom ou semitom.
                       

  • Sustenido - Eleva um semitom;
  • Dobrado-sustenido - Eleva um tom;
  • Bemol - Abaixa um semitom; 
  • Dobrado-bemol - Abaixa um tom;
  • Bequadro - Anula qualquer alteração, fazendo a nota voltar ao seu estado natural. O bequadro, pode elevar ou abaixar a entoação das notas.





ANALISANDO O EXEMPLO ABAIXO:


Elevação de um semitom (nota: Sol para o Sol # (sustenido));



Abaixamento de um semitom (nota: Sol para o Sol b (bemol));



Elevação de um tom (nota: Sol para o Sol dobrado-sustenido (escrita), execução (toca-se a nota Lá));



Abaixamento de um tom (nota: Sol para o Sol dobrado-bemol(escrita), execução (toca-se a nota Fá);




Elevação de um semitom (nota: Sol # (sustenido) para o Sol dobrado-sustenido (escrita), execução (toca-e a nota Lá));



Abaixamento de um semitom (nota: Sol b (bemol) para o Sol dobrado-bemol (escrita), execução (toca-se a nota Fá));




Anula a alteração, voltando a entoação natural (nota: Sol # (sustenido) para o Sol (nota natural));


Anula a alteração, voltando a entoação natural (nota: Sol b (bemol) para o Sol (nota natural)).



RESUMO E OBSERVAÇÕES:

O sustenido e o dobrado-sustenido, são considerados alterações ascendentes;
O bemol e o dobrado-bemol, são considerados alterações descendentes;
O bequadro é uma alteração de duplo efeito, ou seja, ora é ascendente - quando modifica a entoação de uma nota bemolizada, e ora é descendente - quando modifica a entoação de uma nota sustenizada.
Em cifra, os sinais de alteração dobrado-sustenido, dobrado-bemol e bequadro não são usados.

Atençãose o sustenido modificar a entoação de uma nota alterada por um dobrado-sustenido, terá efeito descendente;
Se o bemol modificar a entoação de uma nota alterada por um dobrado-bemol, terá efeito ascendente.

A única alteração cujo o efeito é sempre ascendente é o dobrado-sustenido, e também a única alteração cujo o efeito é sempre descendente é o dobrado-bemol.

                                   ASSISTA AO VIDEO DO RESUMO :

                                 

                                                           

                                                               ENSINO EM PARTES :
                                                                 
                                                                    Assista ao video 1 :
  

Video 2 :

Video 2 , EXERCICIOS :
                                
   Video 3 :  


   Video 3, EXERCICIOS :  


ESPECIAL 
O QUE VOCE PRECISA SABER PRA LER PARTITURA :